segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Solidão da Licença Maternidade


Olá meus amores, tudo bem com vocês?

Hoje vim falar sobre o período de licença maternidade, que no meu caso são 4 meses pois trabalho em empresa privada. Já se passaram dois meses e meio. Geralmente as mães passam a licença próximas as suas próprias mães, ou a família de um modo geral. Como minha família é toda de Recife eu acabei ficando sozinha.

Minha mãe veio à Brasília para o nascimento do João Vítor mas foi embora quando ele estava com 20 dias. Meu marido ficou comigo do nascimento até cerca de 25 dias, depois teve que voltar a trabalhar. Daí por diante foi eu, meu filho e Deus.

Nunca duvidei que conseguiria cuidar bem do meu filho sozinha. Li muito, muito mesmo, durante a gravidez. Vi vídeos, fiz pesquisas, tirei dúvidas com outras mães, fiz curso de gestante... enfim, me sentia preparada pro que viria. Além disso, sempre acreditei que junto com o bebê nasce uma mãe, pois uma força e uma sabedoria enorme toma conta de nós, mesmo as que não tem muita intimidade com bebês conseguem se virar muito bem. E de fato, junto com o meu filho eu nasci como mãe, e me considero, modéstia à parte, uma mãe excepcional! paciente, dedicada, atenta aos mínimos detalhes.

A parte boa de ficar sozinha é que você não tem que ficar ouvindo aqueles pitacos que todo mundo gosta de dar: Esse choro é fome! Esse menino tá muito agasalhado! Coloca uma manta que tá frio! Essa água do banho tá quente demais! Dá um chazinho que passa! etc etc etc... Eu e meu filho fomos nos descobrindo, e graças a Deus estamos conseguindo nos entender muito bem. Pude colocar em prática o que aprendi nos livros, criar uma rotina do jeito que eu quis, enfim, estou dendo a mãe que eu sempre quis ser.

A parte ruim é essa solidão, esses meus dias sozinha sem ter com quem compartilhar tem sido bem esquisitos... sabe aquela gracinha que seu filho faz e que vc corre pra mostrar pra quem estiver perto? pois é, eu nunca tenho pra quem mostrar. Daí resolvi filmar e fotografar tudo, e toda semana envio fotos e vídeos pra minha família em Recife pra poder compartilhar esses momentos. Hora do banho, banho de balde, hora do remedinho, como ele acorda, enfim, cada momento especial eu filmo e envio pra que eles também "participem" desses momentos.

A família do meu marido é daqui de Brasília, o que me ajuda muito! mas moram a meia hora daqui e claro, todos tem seus compromissos durante a semana, então geralmente só os vejo aos finais de semana mesmo. Como só temos um carro aqui em casa, meu marido vai trabalhar com ele e eu fico literalmente ilhada dentro do apartamento. As vezes dá uma agonia danada... tanta coisa pra resolver na rua e eu impossibilitada de fazer as coisas por estar sem carro e ainda sem babá, o que está sendo outra novela mas que eu contarei em outro post.

Meu marido até que é todo empolgado com o bebê, mas chega cansado do trabalho, brinca uns 10 minutinhos com ele e depois vai tomar banho, cochilar, enfim, fazer as coisas dele, e eu continuo sozinha. Cansada e sozinha. Isso me faz lembrar minha amiga Eliana, que sempre me dizia que era injusto como a vida dos homens não mudava em nada quando viravam pais, pois continuam com seu direito de ir e vir inalterados. Já a vida da mulher, ah essa nunca mais é a mesma! Ficamos atreladas aos nossos rebentos e não conseguimos fazer nada sem levá-los junto. E se tentamos sair sozinhas nem que seja por uma hora, dez minutos depois já estamos enlouquecidas telefonando pra saber se está tudo bem, na inútil tentativa de diminuir o peso na consciência por ter deixado o pequeno "sozinho", por mais que haja um batalhão de pessoas com ele.

Tenho tanta coisa pra resolver, coisas miúdas, bobas, como levar roupas na costureira pra ajustar, sapatos pra arrumar o salto, pequenas compras, e simplesmente não consigo. Não sei se é a falta do carro ou a falta de alguém pra ir junto comigo, porque vamos combinar, ficar pra cima e pra baixo com bebê, coloca na cadeirinha, tira da cadeirinha, coloca no carrinho, tira do carrinho, desmonta o carrinho e guarda no porta-malas, etc etc, CANSA PRA KCT!! mas acho que vai ter que ser assim mesmo.

Sempre fui extremamente independente e nunca precisei de ninguém pra fazer nada. Nem durante a gravidez, com o barrigão enorme de 7 meses eu fazia minhas coisas, carregava sacola pesada, preparei o chá de fraldas e a decoração do quarto com todo capricho e resolvi as coisas na maioria das vezes sozinha mesmo, não deixava de fazer nada. Hoje me vejo limitada, dependente, e isso tem me deixado muito angustiada... Preciso urgentemente de uma babá pra me acompanhar na rua mas é tão difícil encontrar alguém legal...

Deixo claro que em momento algum eu me arrependo de ter tido meu filho. Sabia das dificuldades e sempre estive disposta a enfrentar tudo. Estou apenas desabafando e, como sempre, compartilhando minha experiência.

Enfim, acho que vou ter que arregaçar as mangas, como sempre fiz, e entender que toda mãe é antes de tudo uma guerreira, colocar a mão na massa e literalmente me virar! Já fiz uma lista de pendências que tenho pra resolver. Ficar em casa choramingando a solidão não vai adiantar em nada, então é levantar a cabeça e ir pra guerra! rsrs

E que Deus me ajude!!

Beijos meninas e até o próximo post!

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